Mudanças

VENDAS 4.0 – Máquina de Vendas?!

VENDAS 4.0 – Máquina de Vendas?!

AJ Limão Ervilha

 

Vendas não é uma arte, venda é pura ciência. Concorda?

Antes os vendedores encantavam pela sua eloqüência, sua habilidade de convencimento e sua agressividade. Mas, agora mudou, para vender tem que conhecer como funciona o mecanismo mental dos clientes para conduzi-los até a aquisição. E isso tem base em conhecimentos sistematizados, pesquisas metódicas e racionais, não é uma arte. Antes se inspirava para vender. Hoje entende, analisa, executa, avalia e corrige.

Máquina de vendas – inbound e outbound

O marketing digital se alia a vendas. Então para vender o profissional deve: Primeiro, entender os mecanismos da mente do cliente e seus disparadores mentais; Segundo, juntar as ferramentas de marketing e; Terceiro usar os instrumentos de vendas. Trabalhar os interesses e movimentos do cliente, colocá-los em um processo decisório, gerenciar esse processo, até o fechamento. Como se fosse uma máquina… de vendas.

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Vendas 4.0

Tudo que aprendeu até agora sobre vendas deve ser utilizado para acrescentar outros conhecimentos, incluindo o mundo digital, é disso que se trata a versão 4.0 de vendas.

Esqueça a sorte, esse profissional não pode mais depender dela, acabou a poesia em vendas.

Hoje, tratamos a venda como um processo mental previsível e escalável. Deve funcionar como uma máquina de vendas, juntando as fases mentais da decisão de aquisição do cliente, sendo acionada cada uma delas pelo vendedor. É o que podemos denominar que alta performance em vendas. Portanto o profissional cria a sua própria sorte. Sabe quanto vai vender e o que fazer para que a venda avance até o fechamento.

Vender querendo ser o “amigão” do comprador não funciona mais. Esse tempo já passou. O comprador não compra mais por que o vendedor é legal, por ser “grande praça” como se dizia, ou um bom contador de piadas. Tampouco esse comprador atual não responde às campanhas de marketing, que se comprando o volume que se quer vender, ganha viagens com acompanhante para as feiras na Europa ou nos Estados Unidos. Eu sei por que já fiz muitas dessas campanhas e funcionava, mas, hoje não funcionam mais.

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Ainda ensinam técnicas de manipulação em vendas

Não entendo como ainda pode ter no mercado, treinamentos ensinando como manipular comprador, ou táticas para “enganá-lo”. Sabemos que ainda há muitos treinamentos assim. Um colega me convidou para escrevermos um eBook, contando “macetes” para o vendedor lidar com comprador. É lógico que nem respondi ao seu convite. Outros anunciam a versão 4.0, incluindo o lado comportamental da negociação. Isso só é mais do mesmo.

Vendas evoluíram como Compras evoluíram também. O cliente tem as mesmas fontes de informação que o vendedor. Os sites de informação são os mesmos. Por exemplo, fui vender um carro, pesquisei o preço na tabela FIPE e WEBMOTORS, onde o comprador acessou o mesmo site, me fazer uma proposta.

Conversamos sobre os valores, falou-me das suas despesas e das suas margens e chegamos ao mesmo valor de compra e de venda. A negociação ficou por conta de uma pequena e variável diferença de dois mil reais. Afinal, eu tinha que aplicar minhas habilidades de negociador.

A evolução das negociações em vendas

No meu artigo anterior sobre NEGOCIAÇÃO 4.0, apresento a evolução desde os tempos do escambo e da barganha passando pela,

  •  Fases da negociação – 1.0 Clássica; Seguida por
  • Negociação enquanto conhecimento 2.0 (Richard Schell) Wharton School;
  • Negociação enquanto processo 3.0 (Willian Ury). Harvard Law School até
  • Estratégias abertas: 4.0. – Millenium, que falamos atualmente.

A Negociação 4.0, trata a negociação como um sistema aberto a entendimentos múltiplos. Ou seja, a medida que procuro me satisfazer, satisfaço a outra parte. O foco das duas partes é no ganho e no resultado. Ganho é psicológico, é uma satisfação interna da pessoa que negocia. O resultado é racional, é uma realização material ou o objeto do negócio da empresa.

O profissional de vendas 4.0

O cliente mais consciente e muito mais informado procura por ganhos e resultados. Por isso o mundo digital, propicia um poder que o cliente não tinha anteriormente. Como dissemos, qualquer pessoa tem acesso a internet, antes de comprar algum produto ou serviço. Pesquisa por informações tira suas dúvidas e se prepara muito bem antes de uma compra. Fazemos isso o tempo todo, o profissional de vendas também o faz quando vai comprar algo para si. O cliente detém conhecimentos que antes, só obtinha quando em contato com o vendedor.

O profissional de vendas deve incorporar conhecimentos tecnológicos, de marketing digital, além dos que já tem como vendedor. Deve fazer um upgrade nos seus conhecimentos.

Assim, o Marketing Digital funde-se cada vez mais com vendas. O profissional de vendas e a empresa devem estar preparados para trabalhar o cliente, sensibilizando-o para a compra, até o momento do fechamento, assim, o vendedor tem que pensar no processo de decisão do cliente (jornada de compras), entender as etapas do amadurecimento da aquisição.

Em meus trabalhos que podem ser confirmados nos livros: Habilidades de NegociaçãoVendas com Aplicação de Neurolinguística, editados pela Nobel, apresento a aplicação das técnicas de vendas, seguindo as fases mentais do cliente e abordagem do vendedor. Sempre procurei trabalhar o sincronismo e sintonia das mentes do cliente e vendedor, vender em sinergia com o cliente, portanto é uma linha de pesquisas e aplicação que venho desenvolvendo já há algum tempo.

Marketing digital e vendas

No Marketing Digital, esse processo de sensibilização e condução do cliente, chama-se Inbound Marketing atinge o cliente quando ele está no processo de amadurecimento da aquisição, buscando informações na internet. Assim que ele é detectado pela empresa, procurando por algo, esta empresa o alimenta com novas informações: Marketing de Conteúdo, sobre os benefícios funcionais, emocionais e sociais do produto ou serviço.

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Identificam quais são as “dores” que esse cliente tem e mostra como aliviar essas dores, antecipando as objeções e tirando dúvidas, ao mesmo tempo em que mostra os “ganhos”, com a solução que apresenta, conquistando assim, sua confiança e conduzindo-o no pipeline (funil de vendas).

E é nesse momento que entra o Outbound Marketing, ou seja, saber qual é o estágio que o cliente está no funil de vendas, é quando o profissional de vendas efetua o contato, faz a proposta e conduz ao fechamento. Analisa cada uma dessas etapas, entende o que fazer, provoca a mudança para o estágio seguinte. A venda é totalmente previsível quanto ao seu resultado, funciona como se fosse uma máquina de vendas.

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Entendendo o seu cliente – persona

Antes de aplicar todo esse mecanismo de vendas, o profissional 4.0 deve começar pelo cliente.  Outra ferramenta necessária para a construção da vendas como ciência, inicia com a construção da persona. É diferente de perfil, porque é como se você estivesse se dirigindo a uma pessoa real. Perfil são características genéricas. Persona é específica. Permite que o conteúdo seja dirigido ao cliente certo.

A forma de construir uma persona é identificar as características específicas e construir o seu cliente como se fosse uma pessoa, a quem você vai se dirigir na sua comunicação e interação no Marketing Digital.

Construa a persona com as informações que tem de seu segmento especifico, depois aprimore a persona, com entrevistas, contatos e vendas realizadas. Quanto mais preciso for, melhor será sua interação de vendas com ela.

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Saberá qual a mensagem certa, em cada etapa da comunicação tanto no Marketing Digital como na Venda Pessoal.

Acessem meu blog acompanhem meu canal no Youtube onde terão uma série de material para desenvolver sua habilidade em negociação.

Bons negócios!

Outros artigos que podem interessar a você, publicado em meu blog:

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· Willian Waack: Por que um comentário racista afasta um profissional?
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AJ Limão Ervilha

ajlimao_signatureEmpresário, professor, escritor, consultor há mais de 25 anos em importantes organizações como AmBev, Coca-cola, Duratex, Ford, Hospital Albert Einstein, Mercedes-Benz, Philips, Unilever, VOLVO. Autor dos livros Negocie Bem; Negociando em Qualquer Situação; Liderando Equipes, entre outros, Especialista em Negociação, Certificado pela SPSM® Senior Professional in Supply Management. Administração de Marketing pela New York State University. Possui certificação Internacional em DHE® Design Human Engineering com Dr. Richard Bandler e Programação Neurolingüística (PNL) com seu criador Dr. John Grinder. Formação em Análise Transacional e Certificação em Coach pela ICC – International Coach Community

Publicado por A. J. Limão in Blog, Vendas, Sem comentários
Liderança Transformacional, o que é?

Liderança Transformacional, o que é?

Liderança transformadora, carisma e inspiração como princípios.

 

A.J.Limão Ervilha

A liderança está se transformando em um processo mais colaborativo entre as pessoas.

Atualmente as pessoas se sustentam entre si para atingir seus objetivos. Diferente do que era em um passado não muito remoto, em que o ambiente era mais competitivo e o que interessava era chegar à frente sozinho. Esse trabalho tem como base os estudos sobre Liderança Transformacional desenvolvido por James McGregor Burns.

Essa visão de liderança coincide com as mudanças aceleradas da tecnologia e da sociedade e, por consequência provocam mudanças também nas organizações. A transformação cultural e as novas gerações desenvolvem uma nova relação entre o lazer e o trabalho.

Até o final do século passado, a liderança era um processo competitivo, tipo transacional (próximo artigo), ou seja, “líderes que valorizam o trabalho padronizado e as aplicam tarefas orientadas”, utilizam da “recompensa contingencial” onde o bom desempenho é recompensado quando as metas são atingidas e a punição é aplicada, quando o trabalho não corresponde aos padrões exigidos. Por exemplo, o líder não reconhece quando a equipe obtém bons resultados e, no entanto, aplica-se a punição quando ocorrem problemas, como o não atingimento de metas ou ainda ao simples fato de se chegar atrasado ao trabalho.

No tipo de liderança transacional a gestão é por exceção. Que pode ser ativo aplicando ações corretivas na ocorrência de “desvio padrão ou de regras” e quando não há obtenção de resultados. Ou passivo quando nada se faz nos casos em que os padrões estabelecidos não são cumpridos. Tem ainda outra caracterização que é pela postura laissez-faire, quando há omissão pura e simples de decisões e responsabilidades por parte do líder.

 

Agora a colaboração é que conta

O que caracteriza a liderança transformacional? Os líderes transformacionais lidam com os indivíduos, mais que a equipe. A equipe será a consequência natural dessas considerações individuais. Nesse líder há uma preocupação permanente com o desenvolvimento intelectual do seu liderado e compromisso com o seu crescimento pessoal. Esse líder tem como característica marcante o carisma.  Em breve postaremos um artigo sobre esse tema.

Esse líder é inspirador da equipe por partilhar sua visão, levando seus liderados a colocar energia no trabalho e a dedicar-se totalmente, pela percepção do todo e saber onde devem chegar. Ainda que haja o direcionamento para as operações e foco no desempenho, o alinhamento das ações está adequado à estratégia da organização.

Nessa liderança transformacional, parte das atribuições do líder passa para os liderados, já que a sua preocupação maior é o seu desenvolvimento. O liderado tem poderes para resolver os problemas que surgem na base da organização, quando estão em contato direto com o cliente. Por isso o empowerment é o instrumento fundamental para esse tipo de liderança. Propicia a autonomia com a delegação de poder de decisão, assim o liderado tem participação na gestão da empresa e obtém-se maior engajamento.

 

Líder transformacional e suas 4  características marcantes

Os líderes transformacionais possuem estas características:

  • Influenciador e idealizador
  • Inspirador e motivador
  • Estimulação intelectual
  • Consideração individualizada

 

Influenciadores e idealizadores

Para influenciar, descobre no liderado seus desejos de realização e alinham com a visão da empresa, transformando suas atividades em verdadeiras missões realizadoras. Ganham a confiança do indivíduo, porque demonstra o que ele deve fazer para atingir suas metas pessoais a medida que realizam a estratégia da empresa. São respeitados porque demonstram um sentido de cuidado e preocupação com as realizações individuais. Para isso tem muito carisma e está em permanente processo de evolução.

 

Inspiradores e motivadores

Para inspirar pessoas, são otimistas em tudo que fazem e dizem, envolvendo seus liderados em sua visão. Os desafios são lançados para despertar a energia realizadora do indivíduo e mobilizar positivamente a equipe. Descobrem os fatores motivacionais de cada elemento da equipe alinham com os da empresa e demonstram como obter um melhor futuro, para si e para a organização. Por isso são estimuladores tanto do liderado no seu universo de conquistas como da força realizadora da equipe.

 

Estimulação intelectual

Estimula um ambiente de inteligência criadora, de reflexões e estudo, de reflexões e atitudes. O espaço é para experimentação, sendo encorajados a encontrar soluções inovadoras para os problemas e melhorar continuadamente os processos e relações de trabalho. As soluções que são obtidas são permanentemente testadas e não há um único meio de se obter resultados. Todas as contribuições são encorajadas e estimuladas.

 

Consideração individualizada

A melhor performance é sempre objetivada e o desenvolvimento do liderado é um processo permanente para o líder, pois, visa atingir sempre os melhores níveis de produtividade. Esse líder utiliza de ferramentas como o coaching para desenvolver o liderado. Técnicas de training, para competências específicas e mentoring nos aconselhamentos e orientação dos seus planos individuais, sempre visa a performance individual que refletirá na da equipe, no atingimento de metas.

Faça o teste e verifique se a sua Liderança é Transformacional. Clique aqui.

A liderança transformacional foca o comprometimento das pessoas no longo prazo, e o carisma é essencial para inspirar, comunicar, cooperar, desenvolver, motivar, delegar, participar, que traduz em engajamento, do indivíduo e da equipe.

 

AJ Limão Ervilha

Empresário, professor, escritor, consultor há mais de 25 anos em importantes organizações como Hospital Albert Einstein, Ford, Unilever, Mercedes-Benz, Philips, VOLVO.  Autor do livro Liderando Equipes para Otimizar Resultados, entre outros. Especialista em Criatividade Aplicada ao Marketing pela New York State University. Possui certificação Internacional em DHE® Design Human Engineering com Dr. Richard Bandler e Programação Neurolingüística (PNL) com seu criador Dr. John Grinder. Formação em Análise Transacional e Certificação em Coach pela ICC – International Coach Community.

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